Mitos brasileiros em cordel


 


 



  Temas: folclore, poesia, cordel.

 

  • Converse um pouco sobre o que é o folclore ou cultura popular. Mostre algumas diferenças entre manifestações da cultura tradicional (folclore) e a cultura de massa (difundida na TV, grandes rádios, etc). Enfatize os agentes “produtores” e “consumidores” das manifestações.
     

  • Sugira uma pesquisa sobre a literatura de cordel. Elabore uma entrevista com a comunidade e familiares. As perguntas podem ser:

- Você já ouviu falar de literatura de cordel?
- Qual a sua origem e em que região se desenvolveu?
- Lembra de algum verso de cor?

  • É sempre importante fazer as perguntas também com a comunidade nordestina. Eles conhecem o cordel (nome ibérico) pelo nome de “folheto”.  
     

  • Na mesma entrevista podem ser feitas perguntas sobre os mitos do folclore Brasileiro.

- Quais são os mitos que você conhece da sua infância?

         - Você acha que os mitos existem de verdade?

- Qual é o mais marcante? Por quê? 

  • Os alunos podem verificar que muitas vezes o mesmo mito pode ter mais de um nome, dependendo da região de origem.
     

  • Valorizar as lembranças, memórias e a identidade cultural de cada família, sempre enfatizando a riqueza desta diversidade, é um ótimo momento para minimizar os preconceitos sociais existentes.
     

  • Proponha uma encenação, um jogral. Separe um ou dois versos por aluno, proponha que os decorem, incentive o uso da linguagem corporal expressiva, estimule-os a mexer os braços, as pernas, alterar a voz e as emoções. Use adereços, música, etc. Se possível, faça uma apresentação final. Não se esqueça de que o cordel é para ser falado!
     

  • Observe as posições das rimas das diversas estruturas de estrofes apresentadas e tente escrever as modalidades com os alunos, sempre respeitando as rimas e a métrica.  
     

  • Sobre as ilustrações:

As ilustrações do livro são feitas em xilogravura, uma técnica milenar de talhar a madeira para, depois de passar tinta sobre ela, imprimir o desenho no papel.  Sua origem é milenar e remonta ao oriente antigo. No Brasil, foi nos anos 30 que a xilogravura passou a fazer parte dos folhetos de cordel.  

  • Será que os alunos também podem gravar sua matriz?

Observação: evite o uso de placas de isopor por ser um material de difícil reciclagem. O linóleo, fácil de trabalhar, oferece bons resultados. Para alunos pequenos, pode utilizar batatas grandes.


 

 



 

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